sábado, 2 de fevereiro de 2013

Escritor Luiz Ruffato recebe o prêmio Casa de las Américas 2013

O escritor Luiz Ruffato, recebeu o prêmio cobiçado Casa de las Américas (Cuba) com o livro Domingos sem Deus que retrata o proletariado brasileiro. Resenha abaixo.


Editora Record
Páginas 112
Domingos sem Deus - (...) O livro traz seis narrativas —MirimSem remédioTrensSorte teve a SandraMilagres e Outra fábula. Em comum todas falam de pessoas que, de uma maneira ou de outra, estão ligadas a Rodeiro, passaram por Cataguases e estão em São Paulo, em sonho ou realidade, não importa. O fundamental é como o escritor monta de maneira sintética e, paradoxalmente, plena a trajetória comum de um núcleo menor, Rodeiro, que de fato existe, vai para um centro de médio porte e, enfim, chega à megalópole onde se abrigam todas as esperanças, todas as apostas e todas as frustrações.
Naturalmente que este não é um caminho fácil, possível de ser feito por um único homem. Entre Rodeiro e São Paulo escorrem gerações. E esta lentidão tem um forte simbolismo literário. É preciso que os sonhos se construam como uma espécie de herança, e daí a força que traz seu desmoronamento. Mesmo para o protagonista da narrativa Outra fábula, o jornalista Luís Augusto, a sobrevivência na cidade grande ainda está marcada pela força do medo genético que atravanca ousadias. Tem determinação, até força e certa formação cultural, mas lhe falta confiança e lhe sobra o peso que dificulta a caminhada.
Estamos falando de um roteiro previsível e que vem determinando os sucessos da classe operária. Muitos de seus filhos conseguem vencer barreiras e etapas, mas a maioria ainda se perde pela carga de frustrações e preconceitos que transportam. A literatura de Ruffato chega a ser dolorida ao dizer desta fatalidade. O borracheiro teve um dia mecanismo de ascensão social, mas o passado voltou a rondar suas esperanças e ele jogou tudo para o alto. Não havia meios de conciliação entre o bem-estar e os supostos pecados de antes.
Estas marcas, mais que os ditames da oportunidade, são tão intensas no transcurso de todas as narrativas que os personagens cercam-se de frustrações mesmo na vitória. Seu Valdomiro está aposentado e passa os dias num centro de recreação para idosos. Do balanço da vida, nada resta senão os dias de Rodeiro, na infância, quando, chamado de Mosquito Elétrico, corria pelas ruas. Todo o resto ficou para trás, e seus barbantes se ligam apenas pelas pontas, a infância e a velhice. Nisso se une à mulher que faz compras no centro de Cataguases e se assusta com o poder do trem. Tudo ali parece impregnado de força e modernidade, apenas ela carrega fragilidades, dores e velhices. (...)
 Os caminhos de seus personagens estão sempre macerados pelas impossibilidades, é certo, mas este é o material que usa para fazer uma espécie de mergulho no que podemos chamar de psicologia coletiva. Com isso, aprendemos mais um tanto sobre a complexidade das pessoas e do mundo. E aprendemos nos divertindo com uma leitura de qualidade, com uma leitura instigante e divertida.
Esta resenha é do jornalista Maurício Melo Júnior - Site: Gazeta do povo
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Google Play após dois meses

Eu não perco de vista estes gigantes que oferecem e-books no Brasil desde início de dezembro e vou continuar avaliando. Posso garantir que o Google Play está melhorando, com uma página flexível e bem montada, onde você tem escolha para filmes, livros e aplicativos Androide, uma maravilha. A maioria dos filmes você aluga por 3,90 o que eu acho bem competitivo. Os livros tem a variedade de preço dependendo da editora.Gostei de ver a página inicial, está muito boa. Parabéns!.