segunda-feira, 4 de março de 2013

Contracultura para falar de anticultura

Pensando bem, tem tudo a ver o nosso gosto brasileiro por TV e por livros. Estenda um olhar sobre o lixo do BBB, que acabamos assistindo por falta de opção. Considerando o povão que não tem acesso a teatro, outras formas de cultura e dependem da TV como diversão, compare aqueles que podem ter uma TV por assinatura, aí é só um clic e você está em outra, olhando aqueles que devem se contentar com o que tem, e o que tem é BBB. Coitados, acabam por levar para dentro de casa o lixo dos lixos. Ver as meninas pegarem o p...do colega, dizerem "te amo" na transa, fora os palavrões empacotados.

Quer fazer um teste amigo, para ver se a sua cultura está aumentando, ou diminuindo? Faça uma pergunta a você mesmo logo depois de terminado o BBB, ou outro agora na moda "Pé na cova". Pergunte a você mesmo: este programa acrescentou alguma coisa na minha bagagem cultural? Se você acha que TV é apenas para passar o tempo, você devia pensar como na Bélgica. Eu vivi lá e sei o que digo. Lá a gente pensa que "tempo é dinheiro". Você já conhecia este ditado, mas não colocava em prática, certo? Pois tente colocar em prática. A sua cultura vale ouro. Então gaste tempo com algo que aumente a sua bagagem cultural. Passar o tempo com algo que instrui é valioso. Ficar enchendo os ouvidos de palavrões, ou de bobagens, ou ouvir português mal falado como o tal "Pé na cova", ver despudor, como BBB, isto não vale o tempo  perdido diante da TV. Você já se perguntou se estas moças que estão ali no BBB tem pai e mãe? Você já tentou se colocar no lugar de um pai de uma delas vendo as coisas que elas falam e fazem?

E os livros da atualidade, não são muito diferentes, pelo menos no sentido de aceitar numa boa a enxurrada de produção estrangeira descendo boca abaixo do leitor brasileiro publicadas  por comodismo, então de duas uma, ou os leitores compram por só ter aquilo como opção, ou vão se desiludindo e acabam por deixar livros de lado. Não se compra, não se lê e ponto final.

A TV é o propagador da anticultura e os livros acabam por aderir à fila e isto é grave, deveriam ser eles o nosso refeitório cultural. Culpa de quem? Abra a boca para dizer que é culpa dos governantes que querem governar para um povo imbecil etc, e etc... Será? Se for assim, então, a maioria das editoras brasileiras estão trabalhando para o governo, pois estão sendo elas a construir a base da anticultura nacional.

E eu aqui divulgando livros estrangeiros... Provado: anticultura tem efeito dominó.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Livro O poder do hábito


Sugestão de livro instrutivo. Há mais de 20 semanas entre
os mais vendidos do New York Times.
Autor Charle Duhigg - 408 páginas - Lançado em 2012 -
Editora Objetiva


Durante os últimos dois anos, uma jovem transformou quase todos os aspectos de sua vida. Parou de fumar, correu uma maratona e foi promovida. Em um laboratório, neurologistas descobriram que os padrões dentro do cérebro dela – ou seja, seus hábitos – foram modificados de maneira fundamental para que todas essas mudanças ocorressem. Há duas décadas pesquisando ao lado de psicólogos, sociólogos e publicitários, cientistas do cérebro começaram finalmente a entender como os hábitos funcionam – e, mais importante, como podem ser transformados. Embora isoladamente pareçam ter pouca importância, com o tempo, têm um enorme impacto na saúde, na produtividade, na estabilidade financeira e na felicidade. 
Com base na leitura de centenas de artigos acadêmicos, entrevistas com mais de trezentos cientistas e executivos, além de pesquisas realizadas em dezenas de empresas, o repórter investigativo do New York Times Charles Duhigg elabora, em O poder do hábito, um argumento animador: a chave para se exercitar regularmente, perder peso, educar bem os filhos, se tornar uma pessoa mais produtiva, criar empresas revolucionárias e ter sucesso é entender como os hábitos funcionam. Transformá-los pode gerar bilhões e significar a diferença entre fracasso e sucesso, vida e morte. 

Duhigg conclui por que algumas pessoas e empresas têm tanta dificuldade em mudar, enquanto outras o fazem da noite para o dia. Descobre, por exemplo, como hábitos corretos foram cruciais para o sucesso do nadador Michael Phelps, do diretor executivo da Starbucks, Howard Schultz, e do herói dos direitos civis, Martin Luther King, Jr.: “Eles tiveram êxito transformando hábitos. Todos começam com um padrão psicológico. Primeiro, há uma sugestão, ou gatilho, que diz ao seu cérebro para entrar em modo automático e desdobrar um comportamento. Depois, há a rotina, que é o comportamento em si. Para alterar um hábito, é preciso modificar os padrões que moldam cada aspecto de nossas vidas. Entendendo isso, você ganha a liberdade – e a responsabilidade – para começar a trabalhar e refazê-los”, diz o autor.

Um dos exemplos citados pelo autor diz respeito a ele próprio. Duhigg explica como conseguiu parar de consumir cookies no meio do dia de trabalho ao compreender o hábito que o levava diariamente a uma cafeteria para comê-los, mesmo sem fome – as visitas diárias ao lugar ocorriam por necessidade de socialização. “Refiz o hábito e,  agora, pelas 15h30, levanto da minha mesa e procuro alguém para conversar por 10 minutos. E não como um cookie há seis meses”, conta ele. A prática é um dos segredos para a mudança: “Tarefas que parecem incrivelmente complexas no início, como aprender a tocar violão e falar uma língua estrangeira, podem se tornar muito mais fáceis depois de executadas inúmeras vezes. Maus hábitos, como fumar e beber demais, são superados quando aprendemos novas rotinas e a praticamos incessantemente.”

Há ainda, segundo Duhigg, os chamados “hábitos mestres”, capazes de desencadear uma série de reações no modo da pessoa organizar sua própria vida. Um bom exemplo de um hábito mestre é o exercício físico. “Quando as pessoas começam a se exercitar regularmente, começam a mudar outros comportamentos que não estão relacionados à atividade física. Passam a comer melhor e a levantar da cama mais cedo. Fumam menos e se tornam mais pacientes. (...) Não está completamente claro porque isso ocorre, mas está provado que exercício é um hábito mestre, que propaga mudanças em todos os aspectos da vida.”




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