quarta-feira, 3 de abril de 2013

O livro vencedor do Prêmio Leya 2012

A Editora Leya está lançando o livro do Nuno Camarneiro "Debaixo de algum céu" por estes dias, mas ninguém sabe onde, como... Interessados devem aguardar. Maior mistério. Ele foi o vencedor do Prêmio Leya 2012. Olhe abaixo o resumo do site Rabiscos

Debaixo de Algum Céu
Prémio Leya 2012
Autor: Nuno Camarneiro
Edição: 2013
Páginas: 200
Editor: Dom Quixote
ISBN: 9789896602390
Coleção: Prémio LeYa


Sinopse:
Num prédio encostado à praia, homens, mulheres e crianças - vizinhos que se cruzam mas se desconhecem - andam à procura do que lhes falta: um pouco de paz, de música, de calor, de um deus que lhes sirva. Todas as janelas estão viradas para dentro e até o vento parece soprar em quem lá vive. Há uma viúva sozinha com um gato, um homem que se esconde a inventar futuros, o bebé que testa os pais desavindos, o reformado que constrói loucuras na cave, uma família quase quase normal, um padre com uma doença de fé, o apartamento vazio cheio dos que o deixaram. O elevador sobe cansado, a menina chora e os canos estrebucham. É esse o som dos dias, porque não há maneira de o medo se fazer ouvir. 

A semana em que decorre esta história é bruscamente interrompida por uma tempestade que deixa o prédio sem luz e suspende as vidas das personagens - como uma bolha no tempo que permite pensar, rever o passado, perdoar, reagir, ser também mais vizinho. Entre o fim de um ano e o começo de outro, tudo pode realmente acontecer - e, pelo meio, nasce Cristo e salva-se um homem. 

Embora numa cidade de província, e à beira-mar, este prédio fica mesmo ao virar da esquina, talvez o habitemos e não o saibamos. 

Com imagens de extraordinário fulgor a que o autor nos habituou com o seu primeiro romance, Debaixo de Algum Céu retrata de forma límpida e comovente o purgatório que é a vida dos homens e a busca que cada um empreende pela redenção.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Entre livros e redes sociais

Hoje vivemos este mundo maluco da era digital que para muitos, assim como eu, é dádiva de Deus, quando se sabe usar e saber usar não é coisa lá muito fácil, nem requer muita inteligência. Já vi gente quebrando a cuca para entender um computador, apenas para entrar, postar e receber emails e já vi outros pegarem pela primeira vez como se fossem velhos amigos. 

Saber usar varia de pessoa para pessoa. Para a maioria faz parte das tarefas diárias. Eu, por exemplo, visito meus contadores de visita, visito o Facebook, escrevo ou corrijo um texto, depois para tudo e leio umas páginas de algum livro. Visito algum jornal para ver se o mundo ainda está de pé, construo alguma página nova, olho emails... Isto para mim é saber usar, distribuindo o uso como rotina do dia. Sempre incluindo um momento para ler umas páginas de livros.

Quem diz que redes sociais é tudo, está mal de escolha, pois Facebook é para ver notícias de gente mais próxima de mim. No jornal vejo notícias de gente mais afastada de mim. O twitter só serve para divulgar algum acontecimento, nada mais. Já nos blogs a história é outra. Aqui coloco minha opinião mais ampla, divulgo e vejo estatísticas. Blog para mim é o melhor que já inventaram dentro desta maluca Internet. Tira-se o blog e a Internet perde o Interesse. Fica vazia. 

Para quem não escreve, o blog serve para colher opiniões as vezes bizarras, mal escritas, mas enfim, dá para ver como andam as cabeças das pessoas no mundo. Já no Facebook não dá para colher opiniões profundas, as supérfluas sim, mas tanto quanto supérfluas são mutáveis. Você não conclui quase nada sobre o pensamento desta ou daquela pessoa. Já no blog, ao longo de um certo tempo, você pode avaliar o autor com mais segurança. Claro que não lemos um blog para avaliar o autor, mas se o que ele posta nos interessa voltamos, caso contrário ignoramos. 

Jornais fidelizam,  blogs podem fidelizar, Facebook nem tanto, twitter é vago e mutante. E o bom deste conjunto de coisas é poder diversificar, usar um pouco de tudo e estar a par do que se passa no mundo. Arrumando bem a distribuição do tempo ainda sobra um tempinho para ler um livro. Não é por menos que os livros ficaram em último plano diante de tanta oferta de distração. Em primeiro ou último lugar, sempre deverá haver um lugar para livros no nosso dia-a-dia senão vamos acabar colocando o cérebro na ponta do dedo, pequenininho...


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