sexta-feira, 21 de junho de 2013

Literatura infantil sobrevive aos games

Revista Exame - Será que os heróis e vilões dos jogos para iPad e Xbox suplantarão, na preferência infantil, ícones da literatura como Peter Pan, Branca de Neve e Alice e seu País das Maravilhas? De acordo com participantes do 15º Salão FNLIJ do Livro para crianças e jovens, que acontece no Rio de Janeiro, escritores e educadores de todo o mundo que se fazem essa pergunta devem ser otimistas.
Aberto até o dia 16, o Salão comemora 15 anos reunindo, além de leitores, diversos escritores e ilustradores como Rosana Rios, Pedro Bandeira e o espanhol Alfonso Ruano.
Trata-se de um lugar onde o cheiro delicioso de papel novo é sentido a todo o momento, e no qual os olhos brilham a cada ilustração e no encontro com um mundo completamente desconhecido na página seguinte.
Cada vez mais frequentes nas listas de presente de aniversário, os jogos para videogames e tablets ameaçam substituir a leitura dos livros físicos, mas alguns especialistas acreditam que a magia da literatura infantil levará a melhor sobre as diversões eletrônicas.
Para a escritora e presidente da Academia Brasileira de Letras, Ana Maria Machado, não há porque temer uma substituição esmagadora da literatura pela tecnologia no imaginário das crianças.
'As crianças estão mudando desde que a humanidade existe. Mesmo assim, as historias de Homero de três mil anos atrás emocionam até hoje. Não acho que essa mudança seja intrínseca, o que mudam são as circunstâncias. As crianças continuam sentindo medo, desejos, ciúmes, as emoções básicas não mudaram', disse a escritora à Efe.
Segundo o Centro Regional para o Fomento do Livro na América Latina e no Caribe - CERLALC, em 2011 foram publicados 10.414 títulos infanto-juvenis nos países latino-americanos, um número 27% maior em relação às 8.193 publicações de 2010.
Trata-se de livros como 'Diário de uma banana 7 - segurando vela', de Jeff Kinney, e 'A marca de Atena', de Rick Riordan, que estavam entre os seis livros mais vendidos no Brasil na última semana de maio, segundo dados do site especializado Publishnews.
Em contrapartida, nos últimos anos, as vendas de livros infanto-juvenis caíram 10% na Espanha, que sofre uma grave crise econômica, segundo um artigo do escritor cubano Antonio Orlando Rodríguez.
A escritora e ilustradora Rosana Rios acredita que existe o risco de enfraquecer o amor das crianças pela leitura quando não são colocados limites às distrações, mas que os pais e professores não podem desistir de investir nesses novos leitores.
'Quando o livro é bom, prende a atenção. Claro que a gente está lutando contra todas as mídias', disse.
'Você tem que formar o leitor quando ele ainda é pequeno, quando está aprendendo a ler ou ainda na barriga da mãe, ouvindo histórias: só assim se captura a imaginação e se transmite o amor pelos livros. É uma luta, mas uma luta que eu acho que vamos vencer', conclui.
Esse amor é palpável tanto no Salão FNLIJ de Rio de Janeiro como em outras feiras literárias infantis, que junto com as dramatizações de livros em escolas e o frequente lançamento de livros atrativos para bebês (feitos em materiais resistentes a mordidas e puxadas) impulsionam as vendas.
A empresa Pricewaterhouse Coopers calcula que, em 2016, o gasto mundial com livros eletrônicos será de US$ 20,8 bilhões, um volume que representará 17,9% do mercado total.
Em comparação, em 2011 as edições digitais somaram apenas 4,9% das vendas.
No caso da Espanha, entre janeiro e setembro de 2012 foram publicados 15.255 livros no formato digital, o que representa 23% do total de títulos editados no país neste período, segundo dados da Agência ISBN.
Tudo indica que a literatura infantil sobreviverá à tecnologia de hoje e de amanha, desde que continue chegando ao coração dos leitores.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Concurso de contos do blog Futuro do livro

Aos escritores interessados:

O blog Futuro do livro trás uma proposta a escritores visitantes interessados em publicar um conto, pequeno, nos moldes descritos abaixo pela Editora Perse, sem custos para os autores.

"Quem me conhece sabe o quanto eu valorizo antologias, por isso resolvi lançar uma proposta aos escritores interessados para reunirmos uma coletânea de contos em um livro e-book. Segue os dados da edição:

1 - o que oferecemos:

a - recebimento por email  dos textos originais.
b - triagem dos textos recebidos
c - revisão não profissional dos mesmos
d - isbn do livro
e - edição da antologia pela Perse
f - escolha da capa em cores

2 - o que a Editora Perse oferece?

a - edição do e-book sem custos
b - edição do livro impresso pago* sob demanda

*Observações - os participantes não terão nenhum custo a pagar pela edição do e-book, nem o custo do isbn. Caso haja interesse dos autores em adquirir livro impresso ficam livres para contatar diretamente a Editora Perse.

Formatação e quantidade de textos:

Um total de 20 escritores, cada um só pode participar com um texto inédito com no máximo 3 páginas de 1200 caracteres com espaço, separação entre linhas 1,5, todas as margens com 3 cm,  com título da obra e nome do autor. Não será necessário pseudônimo. Enviar a parte uma folha com até 5 linhas de biografia do autor e dados pessoais: cpf, identidade, endereço, telefone, email.

O conteúdo dos textos não podem conter palavras de baixo calão, ofensas políticas, homofobia, sexualidade explícita ou racismo.

Cada autor será responsável pelos direitos autorais sobre o texto, não havendo nenhuma responsabilidade por parte da organizadora do projeto caso venha a ser constatado plágio dos mesmos.

A data limite para envio dos textos é - 20 de Julho/2013.

Enviar os textos para -  alda_inacio@hotmail.com

Observação final: se os textos enviados não alcançarem o mínimo de qualidade ou a quantidade necessária para edição  do livro, a organizadora pode cancelar o concurso.


OBS - O concurso foi cancelado em 25/07/2013 por não ter alcançado o nível qualitativo necessário para publicação.