segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Novos livros, lançamentos



Editora Companhia das letras

As miniaturas, de Andréa del Fuego
Depois de vencer os elevadores do Edifício Midoro Filho, o cliente entra na sala e é acomodado em uma cadeira. A decoração lembra a de um consultório, mínima e asséptica. O cliente fecha os olhos e, do outro lado da mesa, o oneiro dá início à sessão. Com suas miniaturas plásticas, reproduções de objetos e animais corriqueiros, ele conduz o cliente por um sonho tão real quanto fugidio. Entender a dinâmica dessa relação, seus desdobramentos e consequências é o jogo que Andréa del Fuego propõe a seus leitores neste romance poético e delicado sobre a tênue fronteira que separa o sonho da realidade.

O anjo esmeralda, de Don DeLillo (Trad. Paulo Henriques Britto)
Situadas na Grécia, no Caribe, em Manhattan, numa prisão para bandidos do colarinho branco e no espaço sideral, estas nove histórias funcionam como uma fascinante introdução à prosa icônica de Don DeLillo, bem como um rico e variado panorama de sua obra. Freiras, astronautas, atletas, terroristas e viajantes, os personagens de O anjo Esmeralda escapam às definições fáceis e teimam, às vezes frase a frase, em surpreender o leitor. Estas nove histórias mostram a medida exata em que DeLillo, com seu ouvido para o diálogo, seu antissentimentalismo e seu humor sardônico, transformou profundamente a paisagem literária americana.

Meu coração de pedra-pomes, de Juliana Frank
Lawanda é uma faxineira diligente no hospital em que trabalha. Esfrega tudo com afinco, mas gosta de “esconder alguma sujidade, dessas microscópicas, em cantos imperscrutáveis”. Tem um probleminha com os horários — gosta de chegar pontualmente atrasada, sempre — e com o salário miserável. Precisa, portanto, complementar sua renda oferecendo serviços especiais aos pacientes. Mas ela gosta mesmo é de colecionar besouros. E das borboletas. E de José Júnior, claro, o amante que resiste às suas macumbas e nunca larga a mulher.

A época da inocência, de Edith Wharton (Trad. Hildegard Feist)
Na velha Nova York de 1870, o jovem Newland Archer circula pelas rodas sociais. Frequenta a ópera, as recepções promovidas pelas famílias abastadas da cidade e reserva algum tempo para cumprir os rituais de seu noivado com a irrepreensível May Welland. Com a chegada da condessa Ella Olenska, no entando, Archer entra em conflito com os valores de sua sociedade. A prima de sua noiva, que abandonara o marido da Europa, desperta nele uma paixão tão grande que desafia todas as certezas a respeito de seu futuro. Vencedor do prêmio Pulitzer em 1921 e adaptado para o cinema por Martin Scorsese, A época da inocência é um retrato de como as rígidas regras sociais afetam — muitas vezes de modo cruel e irreversível — o destino das pessoas.

Uma vida em cartas, de George Orwell (Trad. Pedro Maia Soares)
Nos anos 1920, após uma traumática experiência de cinco anos como agente da Polícia Imperial britânica na Birmânia, George Orwell abandonou a respeitabilidade burguesa a que sua origem social o condenava e iniciou uma carreira literária repleta de altos e baixos. Para conhecer de perto a vida dos marginalizados pelo capitalismo, vagou pelos bairros proletários de Londres, trabalhou como lavador de pratos em Paris e visitou a miserável zona carbonífera do norte da Inglaterra. Mas dificuldades materiais de toda ordem não foram suficientes para afetar sua obstinada capacidade de trabalho, que renderia numerosos romances, ensaios, resenhas e críticas. Considerado um dos escritores mais importantes do século XX por livros como A revolução dos bichos e 1984, Orwell correspondeu-se assiduamente com familiares, amigos e editores, e também com simples leitores de seus livros e textos jornalísticos. Este volume possibilita ao leitor seguir de perto o cotidiano pessoal e profissional do autor de Na pior em Paris e Londres, esclarecendo aspectos pouco conhecidos de sua biografia e dos bastidores de sua produção literária.

Coletivos on the table, de Daniel Kondo
Nada poderia ser mais simples do que um livro que apresenta os coletivos — aquelas palavras que indicam um conjunto de seres — às crianças pequenas. Mas além de singela, esta obra de Daniel Kondo é também delicada e traz ilustrações primorosas. Assim, com esta edição caprichada e bilíngue português-inglês, ficará fácil aprender sobre alcateias, manadas, enxames e outras dessas palavras tão democráticas da nossa língua.

Sem título, de Hervé Tullet (Trad. Júlia Moritz Schwarcz)
Quem já teve a curiosidade de saber como um livro é pensado, ilustrado e produzido?
Pois neste livro aqui — que por enquanto não tem título! — as crianças serão transportadas para dentro de uma história que ainda está sendo escrita e poderão entrar em contato com personagens muito simpáticos – que também não estão totalmente prontos! – e com o próprio autor, que não esperava pela visita surpresa dos leitores. Do autor de Aperte aqui, uma história descontraída e inteligente sobre os bastidores do nosso tão amado livro.

Editora Paralela:

O sexo mais rico, de Liza Mundy (Trad. Elvira Serapicos)
Daqui a uma geração, haverá mais lares sustentados por mulheres que por homens. Em O sexo mais rico, Liza Mundy nos leva à emocionante fronteira dessa nova ordem econômica e nos mostra por que a virada é inevitável. Que ajustes terão de ser feitos ao longo do caminho? E como homens e mulheres irão se beneficiar de tais mudanças? A escritora e jornalista do Washington Post examina a vida de casais que estão na linha de frente dessa transformação para traçar um abrangente panorama das mudanças pelas quais o casamento e a vida doméstica irão passar. Como a nova geração de mulheres provedoras lida com o fato de pagar as despesas? A quem interessa mais adiar o casamento — a homens ou mulheres? Costurando passado e presente, revoluções culturais, sociais e econômicas, Liza Mundy nos leva a um interessante passeio pelo futuro, em que homens e mulheres de todas as gerações têm de repensar o significado de seus papéis.

Editora Seguinte:

Separados (Crônicas de Salicanda, vol. 2), de Pauline Alphen (Trad. Dorothée de Bruchard)
No aniversário de treze luadas dos gêmeos Jad e Claris, o castelo de Salicanda estava em chamas. Por sorte, Jad conseguiu escapar do incêndio junto com seu amigo Ugh. E Claris, que tinha saído de casa, retornou a tempo de presenciar a catástrofe, mas não de encontrar Jad. Pela primeira vez separados naquele mundo quase medieval, sem tecnologia mas permeado de magia, no segundo volume da série Crônicas de Salicanda os gêmeos trilham caminhos diferentes, sem saber se um dia se reencontrarão. Enquanto Jad entra em contato com vibrações, cores e sons até então desconhecidos, Claris peregrina por cavernas e florestas e aprende uma nova forma de comunicação. Assim, cada um a seu modo, eles dão início ao aperfeiçoamento de seus talentos e se distanciam cada vez mais daquele tempo chamado infância.