quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Editora Perspectiva lança o livro Norberto Bobbio

A Editora Perspectiva lançou em19/08/2013 o livro Norberto Bobbio: trajetória e obra, de Celso Lafer, presidente da FAPESP. Apresentado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o livro reúne 16 textos sobre o filósofo italiano, publicados por Lafer entre 1980 e 2011, organizados em cinco partes: o perfil intelectual de Bobbio e suas contribuições para as relações internacionais, direitos humanos, inovação da reflexão jurídica e para a teoria política.
“Os campos do conhecimento a que Bobbio se dedicou foram aqueles aos quais consagrei minha vida de estudioso”, sublinhou Lafer na introdução do livro.
Lafer conheceu Bobbio pessoalmente em 1982, quando ele veio pela primeira vez ao Brasil para conferências na Universidade de Brasília (UnB) e na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Foram amigos até a morte do filósofo, em janeiro de 2004, em uma relação intermediada por Michelangelo Bovero,sucessor de Bobbio na cátedra de Filosofia Política na Universidade de Turim, a quem Lafer dedica a obra e dá a palavra na contracapa do livro. “Foi com Bovero que discuti todos os textos que escrevi sobre Bobbio desde 1989”, ele conta.
Morto aos 94 anos, Bobbio foi um filósofo militante. Formou-se no período fascista, participou da Resistência – foi membro do Partido da Ação e preso duas vezes – e conheceu “o deletério significado da fúria dos extremos, voltados para a destruição da razão e da glorificação da violência, das quais o regime de Mussolini foi um dos emblemas”, escreve Lafer.
Socialista-liberal de esquerda, opôs-se à violência e aos riscos de seus desdobramentos na política, no Direito, na cultura e na sociedade que, segundo ele, enredava a humanidade num “labirinto de convivências coletivas”, cuja saída só seria iluminada pela razão.
Escreveu dezenas de livros, centenas de artigos e ensaios – “sua obra abrange mais de 5.000 títulos”, conta Lafer – nos quais inspecionou tragédias vividas pela humanidade no fato bélico, como afirmou Roberto Romano em resenha publicada em O Estado de S.Paulo, em 10 de agosto.
Fonte Exame

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Novidades literárias desta semana

Memorial do convento, de José Saramago
Para pagar uma promessa, D. João V, rei de Portugal, ordena a construção de um convento que irá consumir toneladas de minério brasileiro e o sangue de milhares de operários. Dentre eles, um certo Baltasar, da estirpe de Sete-Sóis, inválido da mão esquerda depois de uma guerra e apaixonado por Blimunda, uma jovem dotada de poderes extraordinários. Indivíduos que não costumam ser observados pela dita história oficial, mas que no entanto constituem  seu tecido mais delicado e essencial.
Graças ao entrelaçamento da narrativa história com tragédias individuais, e urdido numa prosa fulgurante e dotada da mais fina ironia na observação dos fatos, Memorial do Convento tornou seu autor, o prêmio Nobel José Saramago, um nome internacionalmente aclamado da literatura contemporânea.

Levantado do chão, de José Saramago
Esta é a história dos Mau-tempo, família de lavradores cuja trajetória, do começo do século XX até a Revolução dos Cravos, em 1974, é contada com o arsenal dos melhores fabulistas e o olhar generoso dos grandes críticos sociais. É também a narrativa das mudanças que um país saudoso de poder e de glória atravessaria ao longo dos anos. E da luta de muitos de seus cidadãos para assegurar uma vida mais digna no campo e na cidade.
Publicado em 1980, e imediatamente aclamado em seu país, Levantado do chão é uma dessas obras incontornáveis na luminosa produção do português José Saramago, um dos grandes narradores do nosso tempo. A história social e a observação poética e particularizada da vida humana ganham aqui contornos de uma espécie de épico da vida ordinária — mas jamais comum, uma vez que cada um de seus personagens reluz com o brilho singular de uma das mais poderosas criações ficcionais das últimas décadas.

Num mundo repleto de disputas, revoltas e destruição, os pássaros, liderados pela poupa, decidem ir em busca do rei Simorgh. Ele tem a resposta para todas as perguntas e será o único capaz de encontrar uma solução para tanta descrença e infelicidade. Depois de superarem o medo e o comodismo, as corajosas aves alçam voo, percorrem todos os cantos do planeta e atravessam sete vales: o Vale da Procura, o Vale do Amor, o Vale da Compreensão, o Vale do Desapego, o Vale da Unidade, o Vale do Deslumbramento e o Vale da Morte. Mas, ao encontrar o grande sábio, descobrem que a resposta estava muito mais perto do que imaginavam…