quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Concurso de contos Parque ecológico de São Marcos

O Parque Arqueológico e Ambiental de São de João Marcos, projeto idealizado pelo Instituto Light, patrocinado pela empresa e pela Secretaria de Estado de Cultura, com a gestão do Instituto Cultural Cidade Viva (ICCV), conquistou o prêmio 'Todos por um Brasil de Leitores', concedido pelo Ministério da Cultura. Os recursos permitem a segunda edição do Concurso Literário Contos de São João Marcos.

A fascinante história da cidade de São João Marcos é capaz de inspirar autores dos mais diversos gêneros literários, como ficou claro após o sucesso do 1º Concurso Literário Contos de São João Marcos, em 2014. Ainda este ano será realizada a segunda edição do concurso em que os participantes poderão novamente apresentar trabalhos ambientados em São João Marcos. O objetivo da iniciativa é incentivar a produção literária fluminense com a publicação de uma coletânea homônima de dez contos de ficção tendo a antiga cidade como cenário.

A inspiração pode vir de diversas passagens da história do local: desde o auge da cidade no Ciclo do Café, passando pelo seu bicentenário, tombamento, destombamento e demolição, até o resgate de sua rica memória com a criação do Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos. Os contos podem ser escritos nos gêneros aventura, comédia, drama, ficção científica, mistério, policial, romance, suspense ou terror, com um mínimo de três e máximo de oito laudas.

domingo, 7 de agosto de 2016

O Holocausto - Primo Levi

O italiano Primo Levi, um dos principais cronistas do Holocausto, toca no delicado tema da memória no livro Os Afogados e os Sobreviventes, recentemente reeditado no Brasil. Delicado especialmente por se tratar da lembrança do massacre dos judeus na Segunda Guerra Mundial, pois os insidiosos negacionistas, aqueles que se dedicam a desmoralizar a lembrança desse crime inominável, apostam na confusão e nas lacunas dos testemunhos para desmoralizá-los. No entanto, Levi, ele mesmo um sobrevivente, teve a coragem de expor os problemas relativos ao discurso daqueles que conseguiram escapar do genocídio.
Em primeiro lugar, Levi informa que nenhum sobrevivente é capaz de relatar a dimensão total da tragédia humana que testemunharam. Se sobreviveram, é o que ele diz, então é porque não foram fundo o bastante – isto é, não se afogaram. A história dos campos foi escrita “quase exclusivamente por aqueles que, como eu próprio, não tatearam o fundo”.