terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O texto e seus contextos

A página "o texto" ali no cabeçalho do blog foi aberta para iniciarmos um estudo do texto e seus contextos, onde falaremos de formas do texto, contos, poesias, crônicas e tudo que envolve a escrita.
I Parte.
O texto literário e não literário
Um texto é um conjunto coerente de enunciados que forma uma unidade de sentido e que tem intenção comunicativa (pretende transmitir uma mensagem). O adjectivo literário, por sua vez, está vinculado à literatura, que é o conjunto de saberes para ler e escrever bem.
O texto literário é aquele que usa a linguagem literária, isto é, ele sublima a realidade, um tipo de linguagem que atende fins estéticos para suscitar o interesse do leitor. O autor de literatura procura as palavras adequadas para expressar as suas ideias de forma cuidada e segundo um certo critério de estilo.
A estética irá depender do próprio autor e poderá obter-se através de diversos recursos linguísticos, gramaticais, os de estruturas do texto, acrescentando, suprimindo ou repetindo estruturas, os semânticos, como a metáfora ou a metonímia e os fônicos.
Pegando como exemplo a frase seguinte: “O gato subiu no telhado e de lá ameaçava cair” é um texto informativo que transmite uma mensagem mas sem nenhuma intenção literária. No entanto, um texto do gênero “O bichano virou pássaro, voou para o telhado, criou asas, com as quais ameaçava voar mais além” é literário: a mensagem é comparável à anterior em termos de conteúdo, mas a linguagem utilizada traz conteúdo literário.
Comprova-se assim o quanto o tipo de texto depende da intenção comunicativa. Não faz sentido adornar um texto com figuras estilísticas ou palavras rebuscadas se o objectivo é transmitir a mensagem de forma clara e transparente à maior quantidade de leitores possível, quer dizer, sem rodeios,  falando direto e lá não se usa linguagem literária.
A linguagem literária é um adorno que o autor coloca no texto e que o embeleza e cria no leitor a possibilidade deste sair da realidade banal para  entrar no imaginário, como um exercício de reconhecimento comparativo, indo discernir o real por meio da magia literária. Quase como magia, se pode assim dizer, pois  esta magia é mais ou menos intensa conforme a habilidade do autor em lidar com a forma da escrita.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Lançamentos da semana 29/11/2013



Editora Companhia das Letras

Poética, de Ana Cristina Cesar
Reunido pela primeira vez em volume único, com curadoria editorial e apresentação do poeta e amigo Armando Freitas Filho, a obra poética de Ana Cristina Cesar ainda se abre, passados trinta anos de sua morte, a leituras sem fim. Livros fora de catálogo há décadas, como A teus pés Inéditos e dispersos, tornam-se novamente acessíveis ao público leitor, enriquecidos por uma seção de poemas inéditos, um posfácio de Viviana Bosi e um farto apêndice.
Intocável, de Randall Sullivan (Tradução por Álvaro Hattnher, Claudio Carina, Marina Pontieri Lima e Rogério Galindo)
Nesta biografia definitiva do Rei do Pop, o jornalista Randall Sullivan, apoiado em dezenas de entrevistas exclusivas e documentos inéditos, tenta responder a uma pergunta tão simples quanto incontornável: quem foi Michael Jackson? Longe do sensacionalismo que costuma assombrar outros trabalhos sobre o cantor, o objetivo de Sullivan é descobrir o que de fato houve com o brilhante artista de Thriller Bad, especialmente nos trágicos últimos anos de sua vida. O resultado é uma rara visão do homem por trás do mito, e também um espantoso relato sobre as traiçoeiras engrenagens do sucesso.

Storyinhas, de Rita Lee. Ilustrações: Laerte
Os fãs de Rita Lee conhecem o humor de sua estrela. Ao longo dos anos, se acostumaram com as histórias desbocadas e surpreendentes que Rita conta em sua págnia do Twitter. São narrativas cômicas, ternas, tristes, biográficas, melancólicas, críticas, fantásticas, raivosas e doces, às vezes tudo isso numa mesma história – ou numa mesma frase. A imaginação de Rita Lee. O traço de Laerte. Storyinhas marca o encontro desses grandes artistas, numa oba inusitada e escandalosamente divertida. Criado a partir dessas mini-histórias que Rita Lee conta a seus fãs no Twitter, Storyinhas é um divã aberto para o pensamento anárquico, filosófico e deslumbrante da cantora. Atenção: pode conter rock ‘n’ roll.

Nocilla Experience, de Agustín Fernández Mallo (Tradução de Joana Angélica d’Avila Melo)
Em microcapítulos que acompanham o ritmo do leitor contemporâneo, zapeando por entrevistas com astros pop como Thom Yorke, teorias científicas, fragmentos deApocalypse Now e as andanças de um elenco de personagens com extravagâncias de primeira magnitude, o segundo volume do ambicioso Projeto Nocilla, de Agustín Fernández Mallo – uma trilogia que pode ser lida fora de ordem – é carregado de poesia e desolação.

Norte, de Edmundo Paz Soldán (Tradução de Josely Vianna Baptista)
Um dos nomes mais representativos da nova literatura latino-americana, Edmundo Paz Soldán propõe um quebra-cabeça ficcional neste romance. Atravessando uma das fronteiras mais vigiadas do mundo, as trajetórias de um professor, um policial de meia-idade, um artista louco e uma jovem estudante universitária compõem uma trama de violência e sexo, de beleza e morte. Através desses personagens atormentados e solitários, o autor retrata com ácida crueza o drama social e cultural dos imigrantes que se aventuram nos EUA em busca do american dream. O preconceito contra os hispânicos e as distopias de uma sociedade consumista assombrada por fantasmas históricos são o pano de fundo deste romance saudado na época do sue lançamento como um acontecimento literário.

A república das abelhas, de Rodrigo Lacerda
Carlos Lacerda foi o político mais controvertido de sua época. Para uns, foi salvador da pátria. Para outros, reacionário feroz. eu pai, seus tios e seu avô tiveram participação igualmente decisiva nos principais lances da política brasileira, da Primeira República ao suicídio de Getúlio Vargas, em 1954.
Por volta de 1870, abolicionista e republicano, Sebastião de Lacerda entrou na vida pública. Entre 1910 e 1940, Maurício, seu filho mais velho, tornara-se um socialista utópico na Primeira República. Seus outros dois filhos, Fernando e Paulo, chegaram a secretários-gerais do Partido Comunista. Entre 1930 e 1960, seu neto, Carlos Lacerda, percorreu todo o espectro político, consolidando-se como o principal adversário de Getúlio e, em seguida, do getulismo.Ao lado de republicanos, abolicionistas, liberais, socialistas, comunistas, explosivos, admirados, idealistas e destruidores sistemáticos, eles formam a República das abelhas, descrita com brilho por um dos prosadores mais inventivos da literatura brasileira contemporânea.

Recado do nome, de Ana Maria Machado
Neste ensaio literário de impressionante erudição, Ana Maria Machado tece uma análise minuciosa e clara da relação entre o nome próprio e a estrtuturação da narrativa na obra de Guimarães Rosa. Pela lucidez e inventividade da autora, descortina-se o grau de consciência da linguagem rosiana, e as variadas dimensões que cada palavra adquire se entreveem tanto pela demonstração lógica quanto pelo poder de sufestão aguçado e poético de Ana Maria Machado. A franqueza, o envolvimento afetivo da autoa com seu objeto de estudo e o uso de uma linguagem que prescinde de excessos teóricos garantiram que Recado do Nome, publicado originalmente em 1976, resistisse ocm serenidade à passagem do tempo. Acrescida de novo prefácio, esta edição celebra a atualidade de uma obra que agrada não apenas aos amantes da prosa de Guimarães Rosa e estudiosos de teoria da linguagem, mas também àqueles que desfrutam do prazer da leitura, motor de todo o pensamento da autora.

Panelinha

Quando Katie cozinha, de Katie Quinn Davies (Tradução de Eni Rodrigues)
Depois de passar mais de dez anos trabalhando como diretora de arte em importantes escritórios de design na Irlanda, nos Estados Unidos e na Austrália, Katie Quinn Davies resolveu colocar sua criatividade em prática com uma câmera fotográfica. E foi na cozinha que ela encontrou seu melhor foco. Apaixonada pelo tema, criou o blog “What Katie Ate”, que, em pouco tempo, se tornou fenômeno na internet. Além de conquistar um público internacional, o blog ganhou prêmios importantes, como o SAVEUR Best Food Blog Awards, e foi apontado como um dos melhores do mundo pelo GOOP, site criado por Gwyneth Paltrow.
Para este livro de estreia, Katie reuniu mais de cem receitas extraídas de momentos tão distintos quanto uma viagem, um jantar especial ou mesmo uma refeição de um dia qualquer (mas que refeição!).

Pão nosso, de Luiz Américo Camargo
Imagine assar em casa um pão melhor que o da padaria. É isso que você vai aprender emPão nosso. Além de ensinar os segredos do levain, o fermento natural, Luiz Américo Camargo ainda propõe receitas caseiras que passaram pelo seu rigor de crítico de gastronomia. São dezenas de pães: integral, de nozes, de azeitona, de mandioca, baguete, até panetone tem. E você também vai encontrar refeições inteiras em torno das fornadas. Da irresistível salada panzanella, passando pela surpreendente rabanada salgada, até um ragu de linguiça que é de limpar o prato – com pão, naturalmente.

Editora Paralela

Trabalhando juntos, de Barbara Annis & John Gray (Tradução de Elvira Serapicos)
Atualmente, as mulheres não estão tão satisfeitas quanto os homens no ambiiente de trabalho. Da sala da diretoria à sala de reuniões, as mulheres sentem que são avaliadas de forma diferente em relação a eles e que suas ideias são menosprezadas. A sensação é de que paira uma dúvida sobre sua competência e seu comprometimento. Os homens, por outro lado, em geral se sentem à vontade com as regras da cultura corporativa. Eles não têm consciência de como seu comportamento afeta as mulheres, apenas supõem que elas estejam preparadas para assumir o trabalho da mesma forma como eles o fazem. Deliberadamente ou não, os equívocos e mal-entendidos em relação às intenções, ações e reações entre homens e mulheres impedem a execução do trabalho de forma autêntica e produtiva. Trabalhando juntos, novo livro do autor do best-seller Homens são de Marte, mulheres são de Vênus, em coautoria com Barbara Annis, analisa de forma clara e objetiva os pontos cegos entre homens e mulheres no ambiente de trabalho. Você poderá dar uma espiada na mente do sexo oposto e descobrir a raiz de tantos desentendimentos, aprendendo a eliminar os ruídos e a transmitir sua mensagem com eficiência narrativa.

Editora Seguinte

A primavera rebelde, de Morgan Rhodes (Tradução de Flávia Souto Maior)
Cleo, agora prisioneira em seu próprio palácio, é forçada a agir como se fosse favorável ao governo enquanto o rei Gaius mente para seu povo. Sua única esperança de retomar o trono consiste em um anel que seu pai lhe entregou antes de morrer. Magnus tenta se manter firme em sua posição de herdeiro e se esforça para impressionar o pai, mas não concorda ocm suas medidas violentas. Para piorar, o príncipe não consegue esquecer os sentimentos proibidos que tem pela irmã adotiva, Lucia. Lucia é assombrada pelos resultados terríveis da magia que lançou na batalha contra Auranos, essencial para garantir a vitória de seu pai. Enquanto isso, ela recebe visitas de um garoto misterioso em seus sonhos e tenta entender melhor seus poderes. Jonas reúne um grupo de rebeldes paelsianos e começa a vigiar os passos do rei, esperando a oportunidade ideal de atacá-lo, para livrar seu povo do trabalho escravo na construção da nova estrada que irá interligar os três reinos.