sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Resultado do prêmio Barco a Vapor 2014

Por  BIA REIS - Blog do jornal Estadão

A literatura sempre esteve presente na vida de Ana Carolina Carvalho, de 43 anos, vencedora do 10º Prêmio Barco a Vapor, promovido pela Fundação SM, mas de maneiras diferentes.
Leitora ávida, pensou em estudar Letras quando adolescente, mas acabou se rendendo à psicologia. Foi em uma escola de educação infantil onde trabalhou, em São Paulo, que se apaixonou pela questão da formação do leitor e o papel do professor neste processo. Passou, então, de leitora a escritora. Publicou dois livros sobre contos populares: Contos de Irmãos (editora Moderna) e Dez Contos de Além-Mar (editora Peirópolis), da qual foi organizadora. Ana começou a trabalhar com formação de docentes e publicou material sobre o tema.
Em 2009, iniciou a escrita de um livro infanto juvenil. A ideia era falar de uma menina cuja mãe foi embora de casa quando ela ainda era bebê. O livro narra busca da menina pela mãe, que havia fugido, sem deixar pistas. O pouco que a garota sabe foi descoberto nas poucas conversas que conseguia ouvir sobre a mãe. A menina conhece a mãe a conta-gotas – e este é o nome do livro -, bem devagarinho. “Também conto as transformações que ela passa quando entra na adolescência. Ora se identifica mais com a mãe, ora de afasta. Ao mesmo tempo, outras coisas vão acontecendo: a escola, o namorado”, conta Ana Carolina.
O livro, que vinha sendo escrito há anos, lentamente, foi terminado para ser inscrito na premiação, que Ana Carolina sonhava em vencer. “Mandei porque achava que o texto era bom, mas, claro, sabia que era difícil ganhar, que havia muita gente boa inscrita. Acreditava que era possível, mas mantive os pés no chão”, diz.
Histórias como a de Ana Carolina mostram que nunca é tarde para começar a escrever – ou a ler! “Foi um reconhecimento que, de fato, eu escrevo, que posso me expressar pela escrita. O prêmio me deu vontade de continuar. Descobri que este pode ser um caminho.”
A Conta-Gotas será publicado pela editora SM, pelo selo Barco a Vapor, provavelmente em 2015.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Resultado do Prêmio João de Barro e Cidade de Belo Horizonte

PREMIADOS CONCURSO CIDADE DE BELO HORIZONTE

Categoria Poesia: “Pomares de Cézanne”, de Marcus Vinícius Teixeira Quiroga Pereira (Rio de Janeiro - RJ). O júri desta categoria, formado pelas poetas Dagmar Braga e Thais Guimarães e pelo editor Eduardo Lacerda, da “Patuá”, ressaltou o “apuro estético, a densidade poética, a unidade consistente e a qualidade dos textos” da obra vencedora.
Categoria Dramaturgia: “Que rei fui eu”, de Décio de Castro (Miguel Pereira – RJ). Compuseram o júri desta categoria o diretor e fundador do teatro experimental, Jota D’Ângelo, o diretor, professor e fundador do grupo Encena, Wilson de Oliveira, e a premiada dramaturga Consuelo de Castro, que salientaram “a beleza do texto, o domínio dos diálogos e a excelência da linguagem” do primeiro lugar.
O júri concedeu, ainda, três menções honrosas às obras cuja qualidade literária sobressaiu-se dentre as demais:
1ª menção honrosa: “Sun Tzu / Adoniran, de Marcos Barbosa de Albuquerque (São Paulo - SP)
2ª menção honrosa: “O anel do amor verdadeiro”, de Gabriel Neves Camargo (Porto Alegre – RS)
3ª menção honrosa: “Transe! to me”, de Guilherme da Silva Marinheiro (São Paulo – SP)
Categoria Conto: “As últimas aventuras do herói”, de Flávio Cafieiro (São Paulo - SP). Foram jurados desta categoria o crítico literário e escritor José Castello, o escritor Marcílio França Castro e o livreiro e editor da “Crisálida”, Oséias Ferraz, que indicaram na obra vencedora “o domínio da narrativa, o controle do ritmo e a proposta estética coerente dos textos”.
Menção honrosa:
A obra “Rubrica: variedade – uma narrativa e vários episódios”, de Fábio Gorodoski (Berlim - Alemanha).
Categoria Romance: “Arroz queimado”, de Vinícius Gomes Machado (Santo André – SP). O jornalista e editor da “Livros da Matriz”, Aluízio Leite, o escritor Luís Giffoni e o doutor em estudos literários e professor de literatura do Cefet Minas Gerais, Roniere Silva Menezes, que formaram o júri desta categoria, ressaltaram nesta obra a “qualidade da prosa, que forma coleções de memórias bem humoradas literárias e cinematográficas”.
Além disso, foram concedidas menções honrosas aos romances:
1ª menção honrosa: “Corpo sepulcro”, de Mike Sulivan de Paula Pinheiro (Niterói - RJ)
2ª menção honrosa: “Corpos furtivos”, de Francisco Carlos Lopes (Brotas - SP).
3º menção honrosa: “Brochadas”, de Jacques Fux (Belo Horizonte - MG)
Foram mais de 1 mil inscritos. O resultado e os números da edição 2013 do Prêmio Cidade de Belo Horizonte demonstram como o Concurso, que é realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte desde 1947, além de fomentar a produção de literatura em âmbito nacional, tem potencial para revelar novos talentos literários, visto que a maior parte dos contemplados pelo prêmio encontra-se fora do mercado editorial. Destaque para a presença significativa de jovens dentre os premiados e para o predomínio de escritores do Rio de Janeiro e São Paulo, de onde partiu a maioria das obras inscritas e para onde foram 72% dos prêmios.

PREMIADOS CONCURSO JOÃO-DE-BARRO

Categoria Livro Ilustrado: “Rosa”, do já consagrado escritor e ilustrador Odilon Moraes (Valinhos-SP). O júri desta categoria foi formado pela escritora e ilustradora Ângela Lago, a especialista Maíra Lacerda e o editor Marcelo Del’Anhol. A obra, segundo o Júri, se destaca “pela qualidade que perpassa texto e ilustração e pelo deslocamento existente no tempo da narrativa textual e narrativa por imagem”.
Nesta categoria foram concedidas, ainda, três menções honrosas às obras cuja qualidade sobressaiu-se dentre as demais:
1ª menção honrosa: “Vovó não sabe mais nada”, de José Carlos Lollo e Blandina de Almeida Prado Franco (São Paulo – SP).
2ª menção honrosa: “Moscas e outras memórias”, de Fabíola Werlang e Eve Ferreti (Chicago/EUA, Curitiba – PR).
3ª menção honrosa: “Cisco”, de Anna da Cunha Teixeira (Belo Horizonte – MG)
Categoria Texto Literário: “Socorro, estou sendo engolido”, de Adriana Calabro Orabona (São Paulo – SP). O Júri, formado pela escritora e editora Renata Farhat Borges, pelo escritor Ernani Ssó e pela professora da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais, Sabrina Seldmayer Pinto, apontou na obra “inovação, trama criativa e personagens bem delineados” .
Três menções honrosas foram conferidas aos textos que se destacaram pela qualidade:
1ª menção honrosa: “Armadilhas de pegar Rodolfos”, de Lauro Roberto Elme (Praia Grande – SP)
2ª menção honrosa: “Meu pai é o rei do congo”, de Alan Roberto de Oliveira (Belo Horizonte – MG)
3ª menção honrosa: “A canção dos afogados”, de Rosa Amanda Strausz (Rio de Janeiro – RJ)
O Concurso João-de-Barro, realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte desde 1974, vem cumprindo um importante papel ao fomentar e valorizar a produção de literatura para crianças e jovens em âmbito nacional, além de revelar novos autores e ilustradores e confirmar a qualidade do trabalho de veteranos, como é o caso de Odilon Moraes. A premiação de projetos gráficos completos, contemplada pela categoria livro ilustrado, é uma inovação do Concurso desde 2011 que tem contribuído para consolidar um gênero específico de obra, caracterizado pela integração indissociável entre texto, imagem e elementos gráficos.
 

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Apenas duas editoras brasileiras entre as maiores do mundo

Segundo o Publishnews em 30/09/2014
Por Leonardo Neto

A Abril Educação (55ª posição) - Site: http://www.abrileducacao.com.br/
A Saraiva (56ª) - Site: http://www.editorasaraiva.com.br/

Elas são as duas únicas editoras brasileiras a configurarem no Ranking Global de Editoras, organizado pelo consultor austríaco Rüdiger Wischenbart com apoio dos principais veículos que cobrem o mercado editorial e livreiro no mundo, inclusive o PublishNews. 

Os dados do relatório são referentes a 2013 e pontuaram as editoras com receitas superiores a € 150 milhões. A Abril Educação, no relatório de 2013 (com base de dados de 2012), apresentou receita de € 202,11 milhões e ficou na 39ª colocação. No relatório deste ano, a companhia caiu para 55ª colocação, com receita de € 156,51 milhões. Já a Saraiva aparecia, em 2013, na 56ª posição e apresentava receitas de € 202,11 milhões. No relatório de 2014, a empresa manteve-se na mesma posição, mas com faturamento menor, totalizando € 156,51 milhões em receitas. A FTD, que no ano passado cravou € 150 milhões, nesse ano ficou fora do ranking, com faturamento de € 143,89 milhões. 
Para Rüdiger, a queda das editoras brasileiras no ranking e no faturamento está diretamente relacionada à desvalorização cambial do Real. “As três companhias brasileiras ficaram abaixo das top 50. Não que elas tenham decaído exatamente, mas foram puxadas para baixo pela fraqueza da sua moeda”, explica Rüdiger. A Saraiva, por exemplo, apresentou crescimento no faturamento de R$ 470,4 milhões em 2012 para R$ 507,16 milhões em 2013, mas considerando a queda do Real frente ao Euro, a companhia caiu no ranking.