O Brasil deu nesta quinta-feira mais um passo em seu esforço de "soft power" para projetar a literatura brasileira no exterior e romper com o estereótipo de "País do futebol", onde a arte e a literatura são coadjuvantes. Convidado de honra do Salão do Livro de Paris de 2015, o País trouxe à França 44 autores contemporâneos com o intuito de aprofundar a presença de autores nacionais nos maiores mercados consumidores de livros do mundo. Para o ministro da Cultura, Juca Ferreira, ainda é preciso aperfeiçoar as políticas públicas para estimular a leitura de brasileiros no exterior. Para autores, o desafio é publicar e quebrar os estereótipos.
A 35ª edição do Salão do Livro abriu as portas nas noites de quinta com um grande fluxo de convidados que circularam entre os estandes dos maiores editores da França. No centro do Parque de Exposições de Porte de Versailles, o pavilhão do Brasil, de grandes dimensões e situado em um local nobre, foi sem surpresas um dos mais badalados por autoridades. Fleur Péllerin, ministra francesa da Cultura, marcou presença logo na abertura da feira, quando destacou autores que marcaram a história da literatura brasileira, de Padre Antonio Vieira a Mário de Andrade, passando por Castro Alves e Machado de Assis. "Depois de ter conquistado o público em 1998, o Brasil mostra mais uma vez sua diversidade e sua riqueza", destacou. "Se o Brasil é convidado pela segunda vez é porque compartilhamos a mesma ambição pelo livro e pela leitura."
Fonte Estadão literatura de 19/03/2015