Continuação...
Dentro do estudo ao qual me dediquei de 2013 a 2015 percebi um quadro muito triste ocupado pela poesia, virou apenas um canal de desabafo do poeta. Isto foi o que sobrou da poesia depois do surgimento do Poema Concreto. E neste quadro meio esquizofrênico do vazio do texto, eu comecei a elaborar uma ideia nova que surgiu aos poucos com poemas que não refletiam só um interior angustiado, tinham a ousadia de trazer o texto de volta à vida.
Peguei um verso e coloquei ao lado de outro separado, porém, seguindo o mesmo tema. Depois coloquei mais um verso do mesmo tema ao lado dos outros dois. Assim eu tinha um primeiro tríptico de três versos apenas e vi que era algo novo. Deduzi que colocar verso ao lado de verso, separados, espelhados no título, produzia um efeito novo e delicioso de ler, ainda mais delicioso se estes versos fossem trocados de posição (mais para frente você vai entender). Desta forma nascia a parte lúdica do poema que acontece quando o leitor pode trocar os versos de lugar e rir com o resultado. Assim nasceu o Poema Tríptico Equacional.
A nomenclatura literária mundial mostra pouquíssimos trípticos compostos de três blocos de poemas, um bloco sobre outro, na mesma sequência vertical e isto reforçou a vontade de criar algo diferente. O Tríptico Equacional é algo a ser visto com muito carinho, é bem outra coisa, possibilita leitura na posição horizontal e vertical e esta troca de posições de leitura dá ao leitor a possibilidade de brincar com o poema e a leitura fica divertida e gostosa.
Este tema terá continuação até que fique claro o que é um Poema Tríptico Equacional.
Por Alda Inácio