terça-feira, 22 de dezembro de 2015

O nascimento de um novo conceito em poesia

Este texto aqui está no blog Poema Equacional  e ele é sequência de outro texto.


  Continuação...

          Dentro do estudo ao qual me dediquei de 2013 a 2015 percebi um quadro muito triste ocupado pela poesia, virou apenas um canal de desabafo do poeta. Isto foi o que sobrou da poesia depois do surgimento do Poema Concreto. E neste quadro meio esquizofrênico do vazio do texto, eu comecei a elaborar uma ideia nova que surgiu aos poucos com poemas que não refletiam só um interior angustiado, tinham a ousadia de trazer o texto de volta à vida. 

             Peguei um verso e coloquei ao lado de outro separado, porém, seguindo o mesmo tema. Depois coloquei mais um verso do mesmo tema ao lado dos outros dois. Assim eu tinha um primeiro tríptico de três versos apenas e vi que era algo novo. Deduzi que colocar verso ao lado de verso, separados, espelhados no título, produzia um efeito novo e delicioso de ler, ainda mais delicioso  se estes versos fossem trocados de posição (mais para frente você vai entender). Desta forma nascia a parte lúdica do poema que acontece quando o leitor pode trocar os versos de lugar e rir com o resultado. Assim nasceu o Poema Tríptico Equacional.

            A nomenclatura literária mundial mostra pouquíssimos trípticos compostos de três blocos de poemas, um bloco sobre outro, na mesma sequência vertical e isto reforçou a vontade de criar algo diferente. O Tríptico Equacional é algo a ser visto com muito carinho, é bem outra coisa, possibilita leitura na posição horizontal e vertical e esta troca de posições de leitura dá ao leitor a possibilidade de brincar com o poema e a leitura fica divertida e gostosa. 


Este tema terá continuação até que fique claro o que é um Poema Tríptico Equacional.

Por Alda Inácio

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

A você escritor brasileiro

              Hoje nós vivemos um tempo de difíceis perspectivas em múltiplos ângulos da vida nacional, no entanto outros tempos difíceis já foram vividos e nós sobrevivemos. 
              Com certeza, gostaríamos de estar em outro patamar social, elevado, culto, letrado, enfim, desenvolvido. Não estamos, mas olhe outros países onde evidências nos mostram escritores, pensadores se projetando como baluartes do amanhã.

              Gandi na Índia, Luther King na América do norte, Mandela na África do Sul e tantos outros que em momentos de crise souberam apoiar a coisa certa na hora certa. Teríamos dezenas de exemplos, mas estes bastam para dizer a você escritor brasileiro, que sonha com seu livro valorizado e o livro continua na gaveta, não desanime. Continue escrevendo, reescrevendo, com a esperança que seu texto e sua maneira especial de compor possa trazer algo positivo para nossa população tão massificada pelas mídias que se aproveitam da simplicidade de um povo para jogar o que não presta sobre ele.

               Aos que deixaram de ler sobrou o sofá diante da TV.

              Optaram por rir diante de uma televisão medíocre que nos faz sentir medíocres.

Anime-se escritor brasileiro.

Siga teu destino e aposte nos poucos que te valorizam e escreva para eles.

Nunca deixe este dom que Deus te deu.

FELIZ NATAL 2015.

Alda Inácio

sábado, 19 de dezembro de 2015