domingo, 7 de agosto de 2016

O Holocausto - Primo Levi

O italiano Primo Levi, um dos principais cronistas do Holocausto, toca no delicado tema da memória no livro Os Afogados e os Sobreviventes, recentemente reeditado no Brasil. Delicado especialmente por se tratar da lembrança do massacre dos judeus na Segunda Guerra Mundial, pois os insidiosos negacionistas, aqueles que se dedicam a desmoralizar a lembrança desse crime inominável, apostam na confusão e nas lacunas dos testemunhos para desmoralizá-los. No entanto, Levi, ele mesmo um sobrevivente, teve a coragem de expor os problemas relativos ao discurso daqueles que conseguiram escapar do genocídio.
Em primeiro lugar, Levi informa que nenhum sobrevivente é capaz de relatar a dimensão total da tragédia humana que testemunharam. Se sobreviveram, é o que ele diz, então é porque não foram fundo o bastante – isto é, não se afogaram. A história dos campos foi escrita “quase exclusivamente por aqueles que, como eu próprio, não tatearam o fundo”. 

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Museu Paulista fará concurso literário sobre o Museu do Ipiranga

No segundo semestre de 2016, o Museu Paulista da USP irá realizar o seu 1º Concurso de Crônicas, com o tema “Minha história no Museu do Ipiranga”. O objetivo é fortalecer os laços do público com a instituição, cujo Edifício-Monumento está fechado à visitação.
As inscrições acontecem de 1º de agosto a 3 de outubro, e as crônicas inscritas serão avaliadas por uma comissão de especialistas, que irá escolher as três vencedoras. Também haverá a eleição de uma crônica por meio de votação pública. Os textos deverão contar relatos do cotidiano, narrados em 1ª ou 3ª pessoa do singular, com no mínimo uma página e no máximo três.
Todos os inscritos receberão certificado de participação, e os vencedores serão premiados em solenidade no dia 19 de novembro, com publicação das crônicas vencedores em destaque no site do Museu e nas redes sociais.
O Edital (em PDF) está disponível anexo nesta página.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Envio de originais para concursos literários: correio ou email?

Antigamente era fácil e barato o envio de material, livros, originais, qualquer coisa via Correio no Brasil e isto se tornou e se torna cada vez mais um grande empecilho para escritores que gostam de participar de prêmios literários. O preço do frete passou a assustar tal é seu valor na atualidade.

Eu mesma dias atrás fui enviar um material para um certo concurso e me deparei com dois sustos: se rodo os originais em casa o preço da tinta para a impressora fica complicado, se levo na Lan House  morro de raiva. As duas Lan House do meu bairro cobram 1,00 por página. Se preciso de R$1,00 página dá um total de R$150,00. Depois vem o preço do Sedex nunca fica menos de 50,00. total disto R$200,00 mais gasolina que gasto para ir até o Correio. Isto tudo jogado fora, porque um concurso literário é só uma tentativa de se fazer reconhecer.

No entanto tenho percebido que os patrocinadores de prêmios literários estão cada vez mais aderindo ao envio do material por email, o que eu acho uma experiência louvável. Estão de parabéns aqueles organizadores de concursos que já perceberam as dificuldades do momento no Brasil.

Até para redistribuição aos jurados o email facilita. Nem sempre os jurados são da mesma cidade, enfim, o número de participantes tende a aumentar com a opção do envio por email. Imagine você se alguém pense em participar com meia dúzia de trabalhos ao ano, lá se vão mais de mil reais sem chance de retorno, porque as premiações de grande parte dos concursos pagam pouco mais que isto.

Por Alda Inácio