quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Concurso literário da Editora Leya não premiou nenhum escritor em 2016

Crítica.

Eu não estive participando do Prêmio Leya 2016, aliás, este ano só participei de um concurso que deve sair o resultado até o final do mês de Novembro e com literatura infanto juvenil. Por isto posso falar livremente sobre o Prêmio da Editora Leya 2016. As vezes sou passional em relação à escrita.

A situação financeira mundial anda cada vez mais apertada eu consigo sentir, e explicaria o fato de não apontar vencedor para o prêmio Leya 2016, se juntarmos a isto o fato de que vendagem nenhuma cobriria o gasto com o prêmio no valor de 100 mil euros, posso entender. Só não consigo imaginar que um prêmio não seja dado por motivo de falta de qualidade nas obras inscritas.  

Quanto à participação de escritores brasileiros em concursos em Portugal  me deixa de antenas em pé em relação à linguagem portuguesa escrita por portugueses. A Editora Leya é portuguesa, não desmerecendo os amigos portugueses, porque o regionalismo brinca com nossa linguagem em diversas partes do mundo, mesmo no Brasil. Mas, uma coisa é a língua oral que aceita todas as diferentes pronúncias, outra coisa é a escrita, que deve ser uníssona e não é. 

Sei que as diferenças da escrita tira do páreo os escritores brasileiros, no entanto cadê os textos de escritores portugueses, nenhum esteve à altura de ganhar o prêmio? 

Veja abaixo o que a editora colocou na sua página sobre o assunto:

Comunicado do júri do Prémio LeYa 2016

O júri do Prémio Leya 2016, formado por Manuel Alegre (Presidente), José Carlos Seabra Pereira, José Castello, Lourenço do Rosário, Nuno Júdice, Pepetela e Rita Chaves, deliberou por unanimidade não atribuir este ano o Prémio, tal como previsto no Artigo 9, alínea f) do regulamento.

Lisboa, 19 de outubro de 2016,

Manuel Alegre, Presidente do júri

sábado, 22 de outubro de 2016

Bob Dylan vai ou não vai buscar o Nobel de literatura 2016

Estou achando muito divertido olhar para esta foto do Dylan, meio bicho do mato, olhar desconfiadíssimo, dando a mínima para o tal Prêmio Nobel de literatura 2016. 

Vejo nisso um caráter muito especial, como a dizer sem nada dizer: Bof, este prêmio  não me acrescenta nada". Ele continua em silêncio uma semana após ser nomeado o ganhador do Nobel. 

Pessoas próximas a ele disseram que é bem possível que ele não vá jamais agradecer o prêmio. Enquanto escritores do mundo inteiro morreriam de felicidade diante de uma nomeação de tal natureza. 

O Brasil que jamais teve um escritor honrado, quando outros países já receberam mais de um troféu o que tem a dizer? A quem devemos esta falta de reconhecimento? Talentosos escritores nós temos mas seus temas publicados não os levariam a segurar um Nobel. é preciso mais do que talento para fazer jus a um Nobel, é preciso editoras dispostas a revelar os talentos brasileiros, mas enfim, este é outro assunto já bem malhado. E Dylan, vai ou não buscar o prêmio? Eu na condição dele não iria nunca. Causa muito mais não ir e quem sabe a recusa sirva como lição  para a instituição que colocou a música acima das letras. 

Texto de Alda Inácio
Foto da Globo

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Beatriz Bracher vence Prêmio São Paulo de literatura 2016

Texto do Publishnews


 Uma cerimônia disputada e com a presença do governador Geraldo Alckmin marcou a entrega do Prêmio São Paulo 2016 na noite da última segunda-feira (10), na Biblioteca Parque Villa-Lobos. O livro Anatomia do Paraíso (Editora 34), de Beatriz Bracher, foi escolhido como Melhor Livro do Ano e a autora recebeu o prêmio no valor de R$ 200 mil. Marcelo Maluf, com A imensidão íntima dos carneiros(Reformatório), venceu na categoria Estreantes com mais de 40 anos e Rafael Gallo, autor de Rebentar (Record), na categoria Estreantes com menos de 40 anos. Cada um levou o prêmio no valor de R$ 100 mil.

O livro.
328 p. - 12 x 21 cm
ISBN 978-85-7326-607-8
2015 - 1ª edição 
Edição conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
Prêmio Rio de Literatura, Melhor Obra Publicada na categoria Ficção

Novo romance de Beatriz Bracher, Anatomia do Paraíso traz a história de um jovem estudante de classe média que escreve uma dissertação de mestrado sobre o Paraíso perdido (1667), poema épico de John Milton que narra a queda do homem e a expulsão de Adão e Eva do Paraíso. A história se desenvolve simultaneamente em vários planos: o dia a dia do estudante, Félix; suas reflexões sobre a obra de Milton; a dura vida de Vanda, vizinha de Félix, que se divide entre trabalho, estudo e os cuidados com a irmã mais nova; e o delicado processo de amadurecimento desta última, a adolescente Maria Joana. Narrativa densa, por vezes vertiginosa, e de alta carga dramática, na medida em que as trajetórias dos personagens vão se cruzando e os temas do Paraíso perdido - sexo, violência, pecado, culpa, traição, morte e redenção - ganham vida nas experiências de cada um.